segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Arquitetura - futuro

A arquitetura que se tem produzido ultimamente
está longe dos anseios da sociedade que pensa
no futuro.
Alagoas detém problemas que dificultam a capacidade
e o poder de criação de uma arquitetura avassaladora
futura e de vanguarda: os baixos recursos financeiros para obras,
e o fato dos arquitetos estarem sempre nas mãos de construtoras
que determinam com orçamentos cada vez mais enxutos
o partido arquitetonico e ideias inovadoras para a criação de
edificações imponentes e tipologias marcantes.
Falta verba? Faltam idéias? Ou faltam ideais?
Mas as construtoras são as culpadas ou a gestão?
Esse é um questionamento que irei debater na minha proxima publicação.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: CAMPANHA

EU ABRACEI ESTA CAUSA E VOCÊ, O QUE TEM FEITO A RESPEITO?

INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO

No Brasil, pesquisa da Fundação Perseu Abramo revela que a cada 15 segundos uma mulher é agredida. Estima-se que mais de 2 milhões de mulheres são espancadas a cada ano por maridos ou namorados, atuais e antigos.
Os números sobre a incidência da violência contra a mulher no país contrastam com os dados recentes da pesquisa Ibope – Instituto Patrícia Galvão, que revelam um alto grau de rejeição à violência contra as mulheres: 82% dos entrevistados respondem que “não existe nenhuma situação que justifique a agressão do homem a sua mulher”. Além disso, 91% consideram muito grave o fato de mulheres serem agredidas por companheiros e maridos. Ao mesmo tempo, o velho ditado que afirma que “em briga de marido e mulher não se mete a colher” ainda tem boa aceitação (66%).
Observa-se que há uma atitude contrária à violência, mas não há um comportamento equivalente.
O conjunto de dados disponíveis aponta para a necessidade de maior visibilidade e debate sobre a violência doméstica. Ao lado de políticas públicas nas áreas da justiça, saúde e segurança, são também necessá¬rias estratégias de comunicação junto à sociedade para promover mais discussão e mudanças de comportamento.
É neste contexto que apresentamos a Campanha Onde tem violência todo mundo perde. As mudanças de comportamento e atitude frente à violência contra a mulher dependem sobretudo de aspectos culturais e de mentalidades, campo em que a mídia pode ser bastante eficaz.
A novidade da campanha é que ela é dirigida aos homens, autores ou não de violência. O apelo é para que os homens que praticam a violência cessem com as agressões às suas companheiras e para que os outros deixem de ser indiferentes e omissos frente à violência. A aposta é na mudança de atitude e na resolução de conflitos sem violência.
Com dados, informações e análises, esta publicação é um esforço para fazer da comunicação uma estratégia de prevenção à violência contra a mulher.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A ansiedade pode afastar um grande amor!

Recebi esse texto de minha amiga Mara e resolvi postar.

Autora:
Rosana Braga

Minha intenção não é convencer ninguém de que seja possível acabar totalmente com a ansiedade. Mesmo porque, esse sentimento brota de outro, absolutamente positivo, que é a ânsia: ânsia de viver, de amar, de ser feliz, de desfrutar todas as possibilidades maravilhosas que a vida nos reserva. Enfim, ânsia em ser!!! Sem ânsia, nada se transforma, nada amadurece, nada nasce. É a ânsia que nos impulsiona para o novo, para as mudanças, para as grandes e certeiras conquistas.

O que sugiro, no entanto, é que você conheça tão bem a atuação de sua ansiedade que possa, na medida do possível, perceber em que momento ela deixa de ser saudável para atuar em razão de uma provável carência ou de um forte sentimento de insegurança. Pois, no momento em que ela transcende o desejo de viver para se tornar um “agilizador dos acontecimentos”, você pode estragar tudo! Ou melhor, pode assustar as pessoas, fazer com que elas se sintam “devoradas” por sua pressa e fujam, mesmo que inconscientemente.

Devemos nos lembrar que todas as situações da vida requerem um tempo próprio, uma evolução, um crescente. Quando tentamos “empurrar o rio”, podemos provocar acidentes, machucar as pessoas e, principalmente, nos machucar. Simplesmente porque não fomos capazes de esperar, de respeitar o tempo natural da vida e das pessoas.
Mesmo que, num primeiro momento, sua “ajudinha” pareça estar rendendo bons resultados, saiba que, mais adiante, a própria vida se encarregará de impor o seu ritmo e o que estiver fora, voltará para ele, causando sensações ruins, desentendimentos, desilusões e mágoas.

Além disso, a ansiedade não atrapalha a vida da gente somente quando o assunto é paixão. Ela pode colocar a perder muitas outras oportunidades. No trabalho, por exemplo, se nos deixarmos invadir por esse sentimento, podemos atropelar as etapas, prejudicar os colegas e até cometer grandes equívocos vislumbrando um aumento ou uma promoção.
Do mesmo modo, numa relação afetiva, ou diante da possibilidade de iniciarmos uma, se estivermos focados em nossas verdadeiras preferências, em nossos objetivos e em nossa própria felicidade, será bem mais fácil respeitar o tempo de cada etapa da conquista e, principalmente, dar continuidade nessa relação de amor e assim obter sucesso.

Como transformar ansiedade em sabedoria

Para safar-se do excesso de ansiedade, o segredo é: auto-observação! Quando você perceber que deseja muito que algo aconteça, que alguém se interesse por você ou ainda que, depois de interessado, esse alguém assuma você o mais rapidamente possível, traga logo esse desejo desenfreado para o seu foco racional, para a sua atenção. Tente descobrir o que esse excesso de ânsia está encobrindo: talvez uma carência, uma necessidade de auto-afirmação. Enfim, você melhor do que ninguém pode perceber o que faz com que fique tão ansioso e tão refém de um desejo.
Quando deixamos que a ansiedade domine uma situação, certamente tomamos atitudes precipitadas. Mas se estivermos conscientes desse sentimento, teremos condições de pensar antes de agir. Seremos capazes de avaliar se determinada atitude realmente deve ser tomada agora ou se ainda não chegou a hora.

(Leia mais sobre ansiedade e como controlá-la na próxima semana. Este texto foi retirado do livro “10 passos para um grande amor”)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

ARTE E ARQUITETURA: NO COTIDIANO DAS CIDADES, DAS CASAS, DO HOMEM

Esse texto corresponde a parte de um trabalho do meu curso de pós-graduação.

O espaço arquitetônico é reconhecido pelo homem, desde os primórdios da sua existência como o seu universo particular. Adentrar neste universo é compartilhar das intimidades acerca de cada ser humano que vive, ou viveu na Terra. O objeto artístico, o fazer artístico sempre esteve intrinsecamente ligado ao ser humano e essas produções correspondem a inúmeras reflexões. A começar pela própria história do homem, refletida, inicialmente e quase que perfeitamente, nas cavernas pré-históricas. Onde a função da obra de arte não fora intencional, como hoje acontece.
O valor dado aos desenhos das cavernas é usualmente um hábito recente – a partir dos estudos sobre a paleontologia – a descoberta sobre o interesse na história da humanidade e conseqüentemente nas artes elaboradas pelos homens. Como nos primórdios, os homens viviam nas cavernas, o poder da força de expressão artística ficou mantido e foi evoluindo, com o surgimento das casas e das cidades.
Não apenas os desenhos, mas os utensílios, as armas, a forma de se aquecer do frio com agasalhos naturais, deram forma ao sentido artístico, que nasceu primeiramente como necessidade, para posteriormente ser apreciado como obra de arte, com valor artístico.
A evolução da arquitetura e das representações de obras de artes inseridas na arquitetura é compreendida a partir das experiências vividas no decorrer da história. A arquitetura e a produção artística quando analisadas apresentam uma correlação ambígua e misteriosa, pois, ao mesmo tempo em que se analisam as contraposições, analisam-se também as junções. Ora a arquitetura não é vista sem a obra de arte, ora o homem detalha a arte de tal maneira que a arquitetura se oculta ou se sobrepõe. Essa análise ambígua pode ser reparada nas eras Egípcia e Greco-Romana. Por ora, não se sabe se as pirâmides são obras arquitetônicas ou representação artística plena, pois se conhece que a arquitetura representa teto, abrigo, casa, local de convivência, moradia. E sabe-se que, entrar nessas pirâmides era praticamente impossível na época que foram erguidas, pois constituíam em verdadeiros labirintos, para o abrigo dos reis egípcios mortos, elas tinham um significado transcendental, muito além do sentido técnico e prático. Já a arquitetura Grega se mescla com a forma das cidades e de toda uma evolução humana.
O espaço da arquitetura é freqüentemente mesclado ao da arte; tanto em diversas análises, quanto em textos normativos. Esta confusão inicial talvez ocorra por haver sido a arquitetura – ao longo da história – considerada como tal apenas ao tratar da construção de edifícios monumentais ou de caráter público ou religioso. No entanto, a prática da arquitetura moderna, principalmente a partir das vanguardas do início do século, abriu o ideal da mesma para todos os ramos da construção civil. É tarefa do arquiteto a criação do meio-ambiente construído para o homem. Este aumento de responsabilidade acabou por colocar o arquiteto num impasse: de um lado há a necessidade de construção de um meio-ambiente genérico, como palco anônimo da existência humana; do outro lado encontramos a responsabilidade histórica do arquiteto em criar sempre uma coisa entre coisas, um objeto diferenciado que sintetize a experiência de quem o cria e vivencia: a priori, uma obra de arte.
É importante conceituar a arte. Numa primeira instância, mais genérica, consideramos parte da obra de arte o mundo que ela reúne e cujos múltiplos sentidos e significados circulam ao redor dos diversos pólos de sua existência. Uma segunda instância da obra de arte estaria na consideração dela como objeto.
“Heidegger diferencia objeto de coisa, tratando por objeto à relação da coisa que existe por si só à revelia do sujeito com este sujeito-homem: uma coisa independente auto-suficiente se transforma num objeto se a colocamos diante de nós, seja pela percepção imediata, ou seja, por trazer à mente uma representação sua.” (MACEDO, 2002, p. 06)
Assim, a obra como objeto existe na mente do artista antes de existir como coisa auto-suficiente. Ela existe de modo potencial como objeto na medida eu que o artista se propõe a realizá-la como coisa no futuro. Ela existe mesmo como objeto para o intérprete que se dirige ao museu esperando travar contato com ela.
Por fim, tem-se a instância da obra de arte como coisa auto-suficiente, que, em sua materialidade, existe à revelia de um sujeito que lhe presencie. Se esta instância parece à primeira vista a mais restritiva da obra de arte, vemos que, no entanto, é exatamente esta autonomia que lhe confere um potencial infindável de interpretações indetermináveis por diversos sujeitos.
Assim, se é tarefa da arte ajudar a conferir sentido à existência dos que com ela travam contato, uma importante linha de trabalho artístico está exatamente em recuperar a importância da materialidade das coisas, no sentido e na existência do homem. Parece mais produtiva a concentração da produção do objeto artístico como uma coisa entre outras – o homem incluído – que delas se destaca por sua capacidade de síntese e compreensão destas mesmas coisas.