EU ABRACEI ESTA CAUSA E VOCÊ, O QUE TEM FEITO A RESPEITO?
INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO
No Brasil, pesquisa da Fundação Perseu Abramo revela que a cada 15 segundos uma mulher é agredida. Estima-se que mais de 2 milhões de mulheres são espancadas a cada ano por maridos ou namorados, atuais e antigos.
Os números sobre a incidência da violência contra a mulher no país contrastam com os dados recentes da pesquisa Ibope – Instituto Patrícia Galvão, que revelam um alto grau de rejeição à violência contra as mulheres: 82% dos entrevistados respondem que “não existe nenhuma situação que justifique a agressão do homem a sua mulher”. Além disso, 91% consideram muito grave o fato de mulheres serem agredidas por companheiros e maridos. Ao mesmo tempo, o velho ditado que afirma que “em briga de marido e mulher não se mete a colher” ainda tem boa aceitação (66%).
Observa-se que há uma atitude contrária à violência, mas não há um comportamento equivalente.
O conjunto de dados disponíveis aponta para a necessidade de maior visibilidade e debate sobre a violência doméstica. Ao lado de políticas públicas nas áreas da justiça, saúde e segurança, são também necessá¬rias estratégias de comunicação junto à sociedade para promover mais discussão e mudanças de comportamento.
É neste contexto que apresentamos a Campanha Onde tem violência todo mundo perde. As mudanças de comportamento e atitude frente à violência contra a mulher dependem sobretudo de aspectos culturais e de mentalidades, campo em que a mídia pode ser bastante eficaz.
A novidade da campanha é que ela é dirigida aos homens, autores ou não de violência. O apelo é para que os homens que praticam a violência cessem com as agressões às suas companheiras e para que os outros deixem de ser indiferentes e omissos frente à violência. A aposta é na mudança de atitude e na resolução de conflitos sem violência.
Com dados, informações e análises, esta publicação é um esforço para fazer da comunicação uma estratégia de prevenção à violência contra a mulher.
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